HELLO STRANGER
this is about truth,beauty,freedom;but above all things,this is about love.

17.6.10

A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas? Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar. As vezes esse alguém aparece, outras vezes, não.


.Caio Fernando Abreu

16.6.10

A chance

São presenças que vão se tornando lembranças. Abraços que viram poesia no coração ao mesmo tempo em que acontecem. É que ela começa a arrumar as malas e começa por dentro. Faz dias retira excessos e, surpresa, era quase tudo excesso. Foi quem partiu muito depois do que deveria, foi quem voltou quando não mais se fazia necessário. Foi quem apareceu tarde. Foi quem finalmente surgiu. Foi o tempo dedicado. O tempo perdido. Foi. É tempo. De esvaziar o coração para se preparar para o novo, de guardar o que se deve guardar, se é que se pode. Finalmente começa a brilhar uma luz no fim do túnel quando ela já estava gostando do escuro. Ou se acostumando, tanto faz. São palavras que se moldam novas, castas, como jamais existiram. É que tem nas mãos a chance. Uma chance bonita, sonhada. E uma pressa de viver definitiva. Porque a oportunidade tão esperada já espreita muito perto. E agora ela se despe de todos os pretextos e vai...

-Maria

14.6.10

Lisergia

Na verdade, ela não queria uma solução. Não adiantava o quanto a ensinassem fórmulas para ser feliz. Lê-se, desligar-se do passado que fez e faz tanto mal. Ela amava aquele mal. Vivia uma afeição insana, tão almejada. Apetecia por autoflagelação com disfarces de amor. Todos os dias quando acordava, abraçava o passado. Alimentava, para não deixar morrer. Pensava assim ser persistente. Dizia ser forte por não desistir. De si, desistiu há tempos. Um tempo em que ele não existia e ela sim. Seguia assim então, evitando espelhos. É que sempre teve medo de monstros. No começo eles tinham cara de monstros mesmo. Hoje são mais terríveis. Os monstros têm forma de gente - e por vezes até gente bonita. Mas medo, medo mesmo ela sente do monstro que encontra sempre que acorda, segura o passado nos braços e olha no espelho. Hoje ela sente muito, muito medo dela mesma.

12.6.10

Moving on

(...) Ela sentiu-se estranha quando percebeu que a saudade já não apertava tanto.
Sentiu um remorso por pensar em outro alguém.

6.6.10

Sem assunto


As pessoas são cruelmente desinteressantes.
E eu me esforço.
Quando não consigo fugir delas, fujo de mim.
Piora no calor.
Sou instável nos dias de sol, me puxo para dentro de mim e fico!

Chamada

Eu nunca tive uma secretária eletrônica, mas se tivesse, ela sempre estaria vazia. Perco meu celular sempre que ganho um novo, para me aliviar do silêncio que ele causa. A verdade é que toda essa globalização afasta ainda mais as pessoas ou sou eu que nasci sozinha.(?!) Eu atendo o telefone no primeiro toque.

Mas desligo depois da primeira palavra.